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Como produzir pneus com sustentabilidade e consciência ambiental

Como produzir pneus com sustentabilidade e consciência ambiental

Com a crescente da globalização e da expansão industrial, o mundo foi passando por mudanças consideráveis. A natureza acabou perecendo diante de tantos avanços tecnológicos. A poluição, o desmatamento e o aquecimento global são consequências diretas relacionadas com os avanços da indústria e da população.

Inevitavelmente, tais efeitos acabam atingindo a vida das pessoas, trazendo malefícios, como doenças e mudanças climáticas, ou ocasionando desastres naturais. Os malefícios da indústria também afetam diretamente centenas de espécies animais e vegetais. Isso acarreta em desequilíbrio ecológico, e também é considerado desrespeitoso de um ponto de vista ético.

Diminuir o impacto ambiental na natureza, mas continuar avançando como empresa. Esse é o maior desafio da indústria nas últimas décadas.

Felizmente, muitas empresas passaram a investir em medidas práticas que diminuem os efeitos degradantes na natureza, sem que isso diminua seus avanços, já que a própria população passou a cobrar isso das empresas, o que consequentemente acabou fazendo da consciência ambiental um dos fatores decisivos na hora de escolher uma empresa representativa de um produto ou serviço.

 

Ciclo Verde

Em parceria com a marca Gripmaster, a Laguna desenvolveu o Ciclo Verde, que é a consolidação de todos os projetos e parcerias sustentáveis trabalhados, tudo com o objetivo de reduzir o impacto gerado pelo consumo dos produtos, intensificando a responsabilidade com o planeta através das parcerias já firmadas.

A ideia vem da responsabilidade de se participar de todas as etapas da vida útil de um pneu, desde a produção dos materiais básicos, até o descarte, que é feito de forma sustentável e ecológica.

O primeiro passo está na plantação de seringueiras, a árvore de origem da matéria prima dos pneus. Esse plantio vem através da parceria da Laguna com a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) localizada em Garça-SP, que auxilia no projeto através do seu curso de Engenharia Florestal, possibilitando que seringueiras sejam plantadas em diferentes regiões do Brasil.

O segundo passo consiste em educar a população sobre o descarte irregular, o que é possível através da parceria com uma ONG que auxilia trabalhos em educação ambiental. Além de explicar os prejuízos causados à natureza e à população em geral, a conscientização também visa divulgar centros de coleta legalizados e apropriados para o descarte desse tipo de material.

As seringueiras são árvores nativas da floresta amazônica de grande importância para o setor florestal e industrial, sendo cultivada em sistemas comerciais e explorada de forma sustentável na floresta nativa. De seu caule é extraído um líquido leitoso denominado látex que serve de matéria prima para inúmeros produtos, como o pneu. A árvore também possui uma considerável importância econômica devido à exploração realizada pelos extrativistas na região norte.

A manutenção do plantio é um dos projetos realizados através da parceria da Laguna com a UFSCar, e consiste em um evento para promover o replantio de mudas de seringueira, além também de desenvolver pesquisas, acompanhar o desenvolvimento de mudas, promover ações de educação ambiental, entre outras ações.

A última etapa do processo é a destinação dos pneus descartados, que podem ser reciclados e reaproveitados para concepção de novos pneus, ou até mesmo diluídos através de processos químicos, o que possibilita que seus componentes sejam usados na produção de outros tipos de matérias, como o asfalto ecológico por exemplo.

 

Pneus e o descarte irregular

A indústria automotiva é certamente uma das mais prejudiciais ao meio ambiente, pois além de intensificar a degradação do ambiente durante o seu processo de produção, como normalmente já acontece com qualquer indústria, a produção automotiva é responsável pela criação de um grande volume de lixo. Contudo, o maior malefício dos automóveis está no uso cotidiano, já que os gases emitidos pelos automóveis são um dos mais poluentes.

O avanço do poder de consumo da população faz com que cada vez mais pessoas adquiram automóveis, muitas vezes mais de um veículo por pessoa. Com tantos carros, além da já citada liberação de gases, o desgaste irregular de peças desses veículos também preocupa, já que, com o aumento cada vez maior da fabricação de automóveis, aumenta-se também o volume de resíduos descartados.

Dentre os principais e mais preocupantes resíduos estão os pneus, que muitas vezes são descartados irregularmente.

Não é incomum se encontrar pneus descartados como lixo comum em aterros sanitários, ou até mesmo em terrenos baldios e zonas irregular de descarte. Esse tipo de descarte é preocupante, já que o material do pneu não é biodegradável, não tendo um tempo determinado de decomposição estipulado por pesquisadores.

Outro fator importante a ser citado é, que devido ao formato bastante característico, os pneus descartados irregularmente, principalmente a céu aberto, acabam propiciando a reprodução de mosquitos, já que acumulam água em seu interior. Muitos desses mosquitos são responsáveis pela transmissão de doenças graves, como malária, dengue, febre amarela e chikungunya.

Quando não abandonados em áreas abertas, muitas vezes os pneus são queimados, o que é outro risco, pois a queima do pneu emite ainda fumaça tóxica e pode representar riscos de mortalidade prematura, deterioração das funções pulmonares, problemas do coração e depressão do sistema nervoso central, sendo 13 mil vezes mais mutagênica que a queima de carvão em instalações padrão.

Como malefício indireto, o descarte de pneus também gera um gasto excessivo e desnecessário para o poder público, que acaba gastando muito dinheiro com operações e máquinas para despoluir áreas atingidas. Esse processo pode ser ainda mais caro e complexo no caso de pneus descartados em córregos e rios, o que também se agrava pelo risco iminente de enchentes.

2019-06-13T17:16:54+00:00 11/06/2019|Social|