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Ciclo Verde: O cultivo da seringueira

Ciclo Verde: O cultivo da seringueira

Em um mundo globalizado, muitas oportunidades e avanços se tornaram possíveis. Os meios de transporte e de comunicação aproximam as pessoas umas das outras e de locais antes pensados como inalcançáveis.

Em contrapartida, quanto mais avanços tecnológicos e industriais a humanidade alcance, mais danos ao meio ambiente são causados, como poluição, desmatamento e aquecimento global.

Felizmente, existem empresas conscientes e dispostas a amenizar os impactos ambientais causados pelas ações da indústria. A exemplo desse tipo de ação ambiental, e em parceria com a marca Gripmaster, a Laguna desenvolveu o Ciclo Verde, que é a consolidação de todos os projetos e parcerias sustentáveis trabalhados.

 

O Ciclo Verde

O ciclo verde tem como objetivo de reduzir o impacto gerado pelo consumo dos produtos, intensificando a responsabilidade com o planeta através das parcerias firmadas e com a conscientização do público.

A ideia vem da responsabilidade de se participar de todas as etapas da vida útil de um pneu, desde a produção dos materiais básicos, até o descarte, que é feito de forma sustentável e ecológica.

O primeiro passo está na plantação de seringueiras, a árvore de origem da matéria prima dos pneus. Esse plantio vem através da parceria da Laguna com a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) localizada em Garça-SP, uma referência no curso de Engenharia Florestal, e que auxilia no projeto através do seu curso de Engenharia Florestal, possibilitando que seringueiras sejam plantadas em diferentes regiões do Brasil.

Entenda mais sobre Engenharia Florestal

 

Os cuidados com a seringueira

As seringueiras são árvores nativas da floresta amazônica de grande importância para o setor florestal e industrial, sendo cultivada em sistemas comerciais e explorada de forma sustentável na floresta nativa. De seu caule é extraído um líquido leitoso denominado látex que serve de matéria prima para inúmeros produtos, como o pneu. A árvore também possui uma considerável importância econômica devido à exploração realizada pelos extrativistas na região norte.

A manutenção do plantio realizada através da parceria da Laguna com a UFSCar, consiste em uma ação para promover o replantio de mudas de seringueira, além também de desenvolver pesquisas, acompanhar o desenvolvimento de mudas, promover ações de educação ambiental, entre outras ações.

O projeto pode ser conferido na prática em 2018, quando um evento na UFSCar promoveu um plantio de mudas de seringueira, em conjunto aos alunos de Engenharia Florestal.

A ação passou por uma série de planejamentos antes de ser levando a prática, tudo para garantir uma melhor produtividade do seringal, levando em consideração principalmente o material genético, que deve ser escolhido adequadamente.

O recomendado é usar árvores que proporcionem alta produção látex durante o processo de sangria, além de também terem crescimento satisfatório, e uma boa resistência a condições climáticas e a doenças.

As melhores árvores, passam pelo processo de clonagem, garantindo que as árvores sempre tenham qualidade e evitando a exploração de indivíduos na natureza, o que poderia vir a causar impactos ambientais, além de ser um processo mais trabalhoso.

Os avanços genéticos também proporcionam a realização da técnica de enxertia, que consiste no cruzamento de duas plantas, o enxerto e porta enxerto.

O gene base é chamada de “porta-enxerto”, será ela que vai dar suporte e fornecer nutrientes para a planta. Para utilizar um planta como “porta-enxerto”, é necessário avaliar se a espécie no caso possuí um bom desenvolvimento das raízes, resistência às condições climáticas e doenças. O gene a planta do gene “enxerto”, é escolhida de acordo com a capacidade da planta de gerar frutos, no caso da seringueira, é escolhido o indivíduo que possua uma boa produção de látex e crescimento médio.

A tecnologia de enxerto foi utilizada nas seringueiras das UFSCar, que foram plantadas ainda com 6 meses de vida.

Todo o processo ficou por responsabilidade dos próprios alunos, que se empenharam em realizar todos os processos com o máximo de cuidado, desde o preparo do solo, abertura das covas e adubação, até a irrigação e ao plantio das mudas.

Considerando que a seringueira possui pouca tolerância à baixas temperaturas, o plantio foi realizado em dezembro de 2018, época bastante favorável, em termos de condições climáticas, para o desenvolvimento dessas plantas.

As mudas, ainda com sete meses de vida, alcançarão 3,5 metros em dois anos, longe ainda da idade ideal para se dar início ao processo de sangria, que se inicia a partir dos sete anos.

O planejamento do projeto estabeleceu que a UFSCar e seus alunos ficaram responsáveis pelas pesquisar no plantio, bem como acompanhar o desenvolvimento das mudas e promover a manutenção na área onde as seringueiras foram plantadas.

Esse tipo de projeto é de suma importância social, ecológica e economicamente falando, justamente por ser duplamente benéfico, pois viabilizar os conhecimento prático das particularidades da seringueira, o que expande os conhecimentos dos alunos da UFSCar; e também promove a responsabilidade social pela Laguna na valorização de sua matéria prima, que possui um alto valor econômico-social.

 

Leia também: Como produzir pneus com sustentabilidade

2019-07-31T13:43:45+00:00 31/07/2019|Social|